Super ativa nas redes sociais a professora Claudia Feitosa afirma: “A gestão de Roberto Naves é pífia.”

4 semanas ago
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Entrevista: Cláudia Maria Alves Feitosa, ou apenas Cláudia Feitosa é graduada em Letras, Língua Portuguesa e Inglês, além disso ela é especialista em Metodologia da Língua Inglesa. Com 25 anos de prefeitura municipal de Anápolis, Cláudia Feitosa conhece como ninguém a realidade do município. Confira os principais trechos da entrevista.

Portal de Anápolis: Qual o seu balanço do ano de 2020?

Claudia Feitosa: 2020 foi um ano de resquícios do pós golpe, ainda estamos vivendo e amargando as consequências daquilo que vai entrar pra história como a tentativa de um golpe contra a democracia, todavia acredito que entraremos em um 2021 melhor do que deixamos, não há tempestade que dure eternamente e a pessoas, de maneira geral já sabem o poder das mídias sociais e como ela pode mudar nosso comportamento, inclusive diante das urnas, cabe a nós mesmo desmistificar a ilusão de que somos animais como qualquer outro e que podemos ser controlados. 2021 será um ano de muitos mudanças inclusive para mim, pretendo estender minha atuação no campo progressista e atuar mais perto da nossa gente. É o papel dos professores, tornar as pessoas mais críticas, se tivéssemos feito isso não teríamos caído no conto do vigário acerca do comunismo e outros fakenews responsáveis por balbúrdia que aí está.

Portal de Anápolis: O prefeito aumentou o repasse dos servidores efetivos para o ISSA, e aumentou o tempo de aposentadoria. Além disso ele não deu nenhum reajuste aos servidores públicos municipais. Como você avalia a gestão Roberto Naves e Siqueira?

Claudia Feitosa: Pífia, a gestão do Roberto é uma gestão empresarial, ele trata a prefeitura como se fosse uma empresa, ele manipula as receitas do município para administrar, assim como fazem os gestores de direita a nível Estadual e Nacional, ele não explica onde foi parar mais de 80 milhões do ISSA, pra tudo tem que ter uma explicação. Concorda? Esse aumento da previdência que incidirá na folha dos ativos e inativos, de 11 para 14 porcento, está claro que é pra aumentar as receitas, então o ônus deveria ser da população e não apenas dos servidores que a anos não tem seus salários reajustados. Mas se ele faz o que é certo, criar ou aumentar impostos terá um número maior de revoltosos que é a população em geral. Há outras formas de se aumentar receitas, que não transferindo o ônus ao servidor. Há por exemplo a concessão de gratificações e o grande número de servidores comissionados que deveria ter suas vidas regularizadas, primeiro que é um crime a falta de concursos públicos e segundo uma indecência a concessão de autos valores de gratificação concedidos de maneira geral. Mas para isso é preciso amplo diálogo, e vontade, mas a vontade desse gestor parece contrário aos direitos dos servidores e da população de uma maneira geral. Veja o que aconteceu com duas pastas importantes para o povo, Cultura e Esporte.

Portal de Anápolis: Quais os desafios que as professoras enfrentarão para o próximo ano?

Claudia Feitosa: Com essa pandemia acredito que teremos uma nova readaptação nas salas de aula, o número de crianças jamais poderá ser o mesmo, dizem que a mutação genética do vírus é incrivelmente rápida, se pudéssemos vê-lo num piscar de olhos a cada piscada uma mudança, é claro que faço uma alusão. Mas vivemos um período crítico. A educação nunca mais será a mesma, acredito que o mundo também não, adaptação, inovação, empreendedorismo, entrarão para o universo escolar… Penso que haverá readaptação de cargos públicos… E a educação não ficará de fora. O uso das mídias sociais irá se intensificar e a regulação dos meios midiáticos terá que ser rápida, a relação de trabalho já não é mais a mesma em sua base contratual.

Portal de Anápolis: A administração municipal acabou com as secretarias de Cultura e Esportes. Na sua opinião qual o impacto dessas extinções nas políticas públicas para esses setores?

Claudia Feitosa: Imenso, são quase 52 milhões dessas pastas que foram para uma única pasta, uma super pasta que os anapolinos principalmente a oposição, sindicatos, MP. TCM, terão que vigiar de perto, se ele atender os projetos culturais e atléticos com maior propriedade valerá, caso contrário será uma grande perda de espaço, a constituição é bem clara onde se deve gastar o orçamento público, cabe aos partidos opositores, aos sindicatos, que no jogo do poder é quase que evidente a tomada desses setores, fazer a vigília, fiscalizar, caso contrário teremos anos ainda piores do que primeira gestão. Se não há denuncia não há o que se fiscalizar, dessa forma fica tudo certo. Não é assim?!

Portal de Anápolis: O Brasil vive um momento de negacionismo total. Temos um presidente que é contra a vacinação em massa da população. Isso diante de uma pandemia que já matou mais de 170 mil pessoas. Afinal vivemos uma distopia?

Claudia Feitosa: Podemos dizer que sim, mas ainda não aos molde de 1984 ou do Admirável Mundo Novo, mas se continuar nessa toada pode sim ser nosso futuro. Por enquanto vivemos uma grande distorção dos fatos, que é o fakeNews, esse é o principal alvo contra quem temos que lutar. É impressionante como os algoritmos, podem mudar nossa opinião, nossos sentimentos, e nos induzir por esse caminho ou outro. Contra isso, somente a educação, mas não é qualquer educação, é a sociologia, a antropologia, e a filosofia. Sabe por que não deu certo até agora? por que não tivemos esse professores em sala de aula, tivemos repositores dessas aulas, não tirando o mérito, mas cada um deve ficar no campo de sua formação, introduziram na educação além desses profissionais, ciências afins, incluindo tecnologia da informação, robótica, inteligência artificial. Anápolis deu um passo inicial, com o Planetário Digital e Ciências afins, em 2010. Infelizmente sucateado.

Portal de Anápolis: No próximo ano haverá eleição para renovação da diretoria do Sindicato dos Professores. A senhora será candidata a presidenta?

Claudia Feitosa: Depende, se eu pudesse sentir o intuito e o sentimento das pessoas, ou seja, do grupo, montar uma equipe sindical não é tão simples. Como eu penso o sindicato, ele é um instrumento de poder do povo, e os patronais já sabem disso, eles acusam a esquerda de se infiltrarem nas instituições mas isso quem faz muito bem são eles, se assim não fosse o jogo não teriam virado, não estaríamos vivendo um momento tão desastroso para as classes, não digo que isso acontece com nosso sindicato, mas pode acontecer agora. Outra observação que faço é a forma como dismistificaram as ações dos sindicatos, o nosso não fica de fora, fizeram de tal forma que os trabalhadores deixaram de nele acreditar. Com essa nova lei que desobriga a contribuição sindical teremos que criar mecanismos que fortaleça sua ações, caso contrário será o fim. Nossa representação será liquidada e o que vai acontecer é isso que já vem acontecendo… Quem é por nós contra os desmanches dessa gestão?!

Cláudia Maria Alves Feitosa, Foto arquivo pessoal

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