Presidencialismo de Colisão

2 semanas ago
132

Brasil: O presidente Jair Bolsonaro tenta eximir base aliada e filhos, por conta da aprovação do Fundão, que elevou para mais de R$ 5 bilhões de reais, a verba destinada aos partidos políticos.

O termo presidencialismo de coalizão foi criado pelo cientista político Sérgio Abranches, em 1988, e significa o ato de fechar acordos e fazer alianças entre partidos políticos/forças políticas em busca de um objetivo específico. Para o professor Adriano Codato, esses acordos entre partidos são, normalmente, com a finalidade de ocupar cargos em um governo. Na mesma linha, para o professor Antônio Carlos Pojo do Rego, o presidencialismo de coalizão nada mais é do que a forma com a qual o Poder Executivo conduz a administração pública, distribuindo postos administrativos em busca de apoio político e a formação de uma maioria parlamentar. Nesse sentindo, podemos compreender que para que um governo consiga colocar em prática sua agenda governamental, se faz necessário criar uma base de sustentação, de apoio, no Poder Legislativo.

Foto Reprodução

Esse modelo de gestão da máquina pública federal, perpassa todos os espectros ideológicos. Essa forma de fazer aliança, foi o provocou um dos maiores escândalos no governo do presidente Lula, o chamado Mensalão. Porém outros partidos como o PSDB também teve um mensalão para chamar de seu, naquele que ficou conhecido como o Mensalão Tucano. O governo do presidente Bolsonaro foi eleito na esteira do “não conchavo político”. Ao chegar ao Planalto, o ex-capitão do exército arrotava, literalmente que era o fim do presidencialismo de coalisão. O golpe estava lá, cairia quem quisesse. Pois recentemente, o que se descobriu que Bolsonaro também um mensalão para chamar de seu: O tratoraço. O tratoraço, revelado pelo jornal Estado de SP, mostrou que há um orçamento paralelo, no governo do seu Jair, que destina verbas para deputados da base. Entretanto, mesmo sendo adepto do presidencialismo de coalisão, o Jair gosta mesmo é do presidencialismo de colisão. Contrariando as recomendações de aliados mais próximos, que esperavam um Jairzinho mais brando, por conta dos inúmeros indícios de corrupção no governo, o ex-capitão sai arrotando, ops, falando contra o vice presidenta da Câmara, Deputado Federal Marcelo Ramos (AM). Sem nenhum óleo de peroba na cara, Bolsonaro tenta livrar os filhos e a base bolsonarista da aprovação do Fundão, nem para isso arrume mais um inimigo. Na bio do presidente nas redes sociais deveria vir escrito: “Meu forte é fazer inimigos, especialmente para defender a minha famílicia”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Siga-nos

Nossas redes sociais

Outras notícias

Notícias mais recentes
A
Anápolis 114 anos de luta

PSOL saúda Anápolis, pelos 114 anos de luta.

Informe publicitário! Quem construiu a Tebas de sete portas? Nos livros estão nomes de reis. Arrastaram eles os blocos de pedra? E a Babilônia várias vezes destruída. Quem a reconstruiu tantas vezes? Em que casas da Lima dourada moravam os...

2
CACHORRO É RESGATADO EM PORTELÂNDIA COM METADE DA FACE DESTRUÍDA

CACHORRO É RESGATADO EM PORTELÂNDIA COM METADE DA FACE DESTRUÍDA

3
Sônia Martins Cândido

VIZINHO PRESO SUSPEITO DE MATAR IDOSA DEU ENTREVISTA NA ÉPOCA DO CRIME DIZENDO QUE TINHA TENTADO SALVÁ-LA

4
IDOSO ATÉ DESCONFIA

IDOSO ATÉ DESCONFIA, MAS ACEITA NOTA DE R$ 420 E DÁ TROCO A GOLPISTA