O chefe do Comando Vermelho no Rio, que saiu pela porta da frente de um dos presídios do Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, mesmo com mandado de prisão ativo, aparece em um vídeo divulgado na internet em uma festa infantil com centenas de pessoas.

Nas imagens, Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como Abelha, aparece confraternizando e ostentando diversos cordões que parecem ser de ouro. Segundo informações de fontes da BandNews FM, o vídeo teria sido gravado na última sexta-feira (6), no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio. O conjunto de favelas é o reduto do criminoso desde que ele saiu da cadeia, segundo a Polícia Civil.

Por conta da comemoração familiar, inclusive, houve uma grande queima de fogos na Penha para homenageá-lo. Nas imagens, moradores da comunidade chegam a escrever que “a Penha está em festa”.

Abelha é um dos principais nomes da organização criminosa, integrando a cúpula da facção, de acordo com investigações.

O chefe do CV tem influência nas favelas do Santo Amaro, Mangueira, Manguinhos e Complexo do Alemão. Por conta do seu forte poder de decisão, Abelha, que estava preso desde 2002, chegou a ser transferido duas vezes para presídios federais.

Na cadeia, Abelha integrava um grupo chamado de “conselho”, onde os traficantes com maior posição hierárquica tem o poder de decidir ações da facção mesmo estando presos.

Uma das determinações de Abelha foi a invasão no Complexo do São Carlos, em agosto de 2020, de acordo com o Tribunal de Justiça do Rio. No ataque, que teria sido coordenado pelo traficante de dentro da Penitenciária Gabriel Ferreira Castilho, Bangu 3, Ana Cristina Silva, de 26 anos, morreu ao tentar proteger o filho do tiroteio, quando seguia para o bar onde trabalhava.

Mesmo com mandado de prisão em aberto por causa dessa invasão, Abelha foi colocado em liberdade, em 27 de julho do ano passado. Na época, a Polícia Civil informou que comunicou a Seap sobre o mandado pendente, horas antes da soltura. Já a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) alegou que consultou o TJ e que não foi informada sobre pendências.

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