Ministério Público considera o parlamentar uma ameaça e um frequente propagador de discursos de ódio.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o deputado federal Daniel Silveira (União-RJ) volte a ser monitorado com tornozeleira eletrônica e que fique impedido de participar de qualquer evento público no país. Réu por atacar e ameaçar ministros do STF, o parlamentar chegou a ser preso no ano passado, mas não interrompeu a verborragia contra os juízes, em especial o próprio Alexandre, e tem utilizado discursos desta natureza como arma de campanha – ele pretende concorrer ao Senado pelo Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução

Na decisão, Moraes afirma que Daniel Silveira também não pode deixar Petrópolis, onde mora, e está autorizado apenas a ir para Brasília, onde exerce mandato parlamentar. Em caso de descumprimento de qualquer das ordens, Silveira será preso.

O deputado é um dos principais expoentes bolsonaristas contra o STF, a quem acusa de impedir o livre exercício de opinião, e um ferrenho crítico da esquerda. Tornou-se célebre ao aparecer em um ato político destruindo uma placa feita em homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro em março de 2018, e usa o mandato, entre outras coisas, para alardear para uma suposta ameaça comunista no país.

O uso de tornozeleira eletrônica havia sido pedido pela Procuradoria-geral da República, que considera o deputado um risco para ministros do STF e um frequente propagador de discursos de ódio.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.