‘Dizia todos que ela tinha 15 anos’, afirmou em depoimento outra testemunha. Fala contradiz vereador carioca, que alegava que menina dizia ter 20 anos. Monteiro é alvo de busca e apreensão por conta de vazamento da gravação.

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Em depoimento à Polícia Civil, que investiga o vazamento de um vídeo do vereador do Rio Gabriel Monteiro (PL) fazendo sexo com uma adolescente de 15 anos, testemunhas afirmaram que o vereador sabia que a menina era menor de idade, e que ainda contava a pessoas ao seu redor que ela tem 15 anos.

Outra testemunha afirmou ainda à polícia que a menina costumava ir estudar na casa de Monteiro com uniforme escolar, e que o vereador costumava divulgar “a sua preferência por se relacionar com menores de idade”.

Segundo a mesma testemunha, os vídeos contendo relações sexuais de Monteiro com menores ficavam no celular do vereador, ao qual ninguém tinha acesso, e em discos duros externos criptografados e dentro de um cofre no quarto dele.

O vereador nega as acusações.

O vereador Gabriel Monteiro (PL) é alvo de uma operação da Polícia Civil do RJ nesta quinta-feira (7), dentro do inquérito sobre o vazamento de um vídeo íntimo de Gabriel fazendo sexo com uma adolescente de 15 anos. — Foto: Reprodução/ TV Globo
O vereador Gabriel Monteiro (PL) é alvo de uma operação da Polícia Civil do RJ nesta quinta-feira (7), dentro do inquérito sobre o vazamento de um vídeo íntimo de Gabriel fazendo sexo com uma adolescente de 15 anos. — Foto: Reprodução/ TV Globo

Nesta quinta-feira (7), o vereador carioca é ainda alvo de uma operação da Polícia Civil que cumpre mandados de busca e apreensão na casa de Monteiro e de outras seis pessoas. A ação faz parte de um inquérito policial que investiga o vazamento de um vídeo íntimo de Gabriel fazendo sexo com a adolescente de 15 anos. A selfie foi compartilhada no Twitter e no WhatsApp, e Monteiro acusa ex-funcionários de vazá-la.

 — Foto: Reprodução
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Entre os endereços da operação policial, estão a casa do vereador, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, onde os policiais estiveram nesta manhã, e o gabinete dele na Câmara de Vereadores, no Centro do Rio. Na residência do vereador, policiais aprenderam computadores e documentos.

Não há mandados de prisão na operação, apenas os de busca e apreensão, que foram expedidos pelo Plantão Judiciário do Rio. Pelo inquérito, o vereador pode responder por distribuição de material pornográfico envolvendo menores, o que é condenado pelo Artigo 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente).

Também nesta quinta-feira (7), o Conselho de Ética da Câmara dos Vereadores do Rio, que vai investigar o vereador, informou que vai escolher o relator do caso na próxima terça-feira (12). Caso seja declarado culpado, Monteiro pode perder seu mandato.

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