Recuperado de uma cirurgia, ex-governador de Goiás quer emplacar frente ampla de forças democráticas em Goiás

Com filiação quase certa ao PSB, o futuro ex-tucano José Eliton já fala desde quando era presidente do PSDB em Goiás de fortalecer o campo democrático no Brasil na construção de uma frente ampla de legendas à centro-esquerda para derrotar o atual presidente Jair Bolsonaro (PL). Com a ida de Geraldo Alckimin na sigla socialista e sua pré-candidatura a vice-presidente sob a égide de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, o ex-governador recebeu o convite para conduzir o trabalho de união das forças de centro-esquerda em solo goiano.

Em entrevista ao jornal Diário de Goiás na tarde desta segunda-feira (29/03) e publicada nesta terça-feira (30/03), o ex-governador de Goiás analisa o cenário político nacional e estadual. Com saúde 100% recuperada, após enfrentar uma cirurgia em outubro do ano passado, destaca que está pronto para enfrentar mais um pleito eleitoral, apesar de não ter pensado ainda numa candidatura. “Não estou indo para ser candidato. Estou indo para ajudar a construir um projeto que represente a unidade para esse campo, que represente a defesa das teses e a ampliação da frente ampla”, pontua.

No entanto, não descarta a possibilidade, caso seu nome seja posto à mesa. “Eu não descarto essa possibilidade. Se for preciso, não tenho dificuldade nenhuma em ser candidato. Em levantar as teses e defender esse ideário que fiz referência. Defender a candidatura do presidente Lula e do governador Alckimin para presidente e vice-presidente”, pontuou.

Uma coisa é certa: Eliton está animado a participar, seja assumindo protagonismo ou nos bastidores, para enfrentar aquele que considera o pleito mais dificil dos últimos anos. “Estou pronto com força e entusiasmado com o projeto de dar uma vazão e a agenda que é muito importante ao meu ver para o Brasil e o estado de Goiás. Talvez essa seja a eleição mais importante para o país dos últimos anos”, destaca.

Confira a entrevista na íntegra com o ex-governador de Goiás, Jose Eliton

Domingos Ketelbey: Como está sua saúde, governador?

José Eliton: Graças a Deus, todos os tratamentos que fui submetido foram exitosos e estou muito bem.

DK: Pronto para enfrentar mais um pleito? 

JE: Cem por cento. Pronto com força e entusiasmado com o projeto de dar uma vazão e a agenda que é muito importante ao meu ver para o Brasil e o estado de Goiás. Talvez essa seja a eleição mais importante para o país dos últimos anos.

DK: O senhor já fala há mais de um ano, no mínimo, da construção de uma frente ampla unindo diversos partidos de centro-esquerda. Como está avançando nessa pauta?

 Telegram Facebook TwitterNo PSB, José Eliton quer fortalecer palanque a Lula e a Geraldo Alckimin em Goiás (Foto: Wildes Barbosa)

Com filiação quase certa ao PSB, o futuro ex-tucano José Eliton já fala desde quando era presidente do PSDB em Goiás de fortalecer o campo democrático no Brasil na construção de uma frente ampla de legendas à centro-esquerda para derrotar o atual presidente Jair Bolsonaro (PL). Com a ida de Geraldo Alckimin na sigla socialista e sua pré-candidatura a vice-presidente sob a égide de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, o ex-governador recebeu o convite para conduzir o trabalho de união das forças de centro-esquerda em solo goiano.

Em entrevista ao jornal Diário de Goiás na tarde desta segunda-feira (29/03) e publicada nesta terça-feira (30/03), o ex-governador de Goiás analisa o cenário político nacional e estadual. Com saúde 100% recuperada, após enfrentar uma cirurgia em outubro do ano passado, destaca que está pronto para enfrentar mais um pleito eleitoral, apesar de não ter pensado ainda numa candidatura. “Não estou indo para ser candidato. Estou indo para ajudar a construir um projeto que represente a unidade para esse campo, que represente a defesa das teses e a ampliação da frente ampla”, pontua.

No entanto, não descarta a possibilidade, caso seu nome seja posto à mesa. “Eu não descarto essa possibilidade. Se for preciso, não tenho dificuldade nenhuma em ser candidato. Em levantar as teses e defender esse ideário que fiz referência. Defender a candidatura do presidente Lula e do governador Alckimin para presidente e vice-presidente”, pontuou.CONTINUA APÓS A PUBLICIDADEhttps://7af012c3219cfcaa78c3eac64dfc2c92.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

Uma coisa é certa: Eliton está animado a participar, seja assumindo protagonismo ou nos bastidores, para enfrentar aquele que considera o pleito mais dificil dos últimos anos. “Estou pronto com força e entusiasmado com o projeto de dar uma vazão e a agenda que é muito importante ao meu ver para o Brasil e o estado de Goiás. Talvez essa seja a eleição mais importante para o país dos últimos anos”, destaca.

Confira a entrevista na íntegra com o ex-governador de Goiás, Jose Eliton

Domingos Ketelbey: Como está sua saúde, governador?CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

José Eliton: Graças a Deus, todos os tratamentos que fui submetido foram exitosos e estou muito bem.

DK: Pronto para enfrentar mais um pleito? 

JE: Cem por cento. Pronto com força e entusiasmado com o projeto de dar uma vazão e a agenda que é muito importante ao meu ver para o Brasil e o estado de Goiás. Talvez essa seja a eleição mais importante para o país dos últimos anos.

DK: O senhor já fala há mais de um ano, no mínimo, da construção de uma frente ampla unindo diversos partidos de centro-esquerda. Como está avançando nessa pauta?

JE:  Nos últimos meses eu tenho avançado para o diálogo no sentido de construir uma tese que eu acho muito importante para o momento que o Brasil e Goiás vivem que é a busca por uma unidade daqueles que se posicionam no campo democrático e de respeito às instituições. Na valoração de princípios fundamentais para o bem estar social. Acho que o modelo que está vigente tanto no governo federal como no governo estadual é um modelo perverso de políticas que buscam apenas a consagração do poder na mão de alguns com viés muito autoritário, de intolerância e beligerância muito forte, o que acaba transformando a política num palco de ódio. Eu não acho que esse seja o melhor caminho para o pais.

DK: E nesse sentido, surge o convite do PSB para fortalecer esse projeto?

JE: O governador Geraldo Alckmin me convidou para ir ao PSB e eu disse a ele que preciso falar com meus aliados locais. Logo em seguida, o Elias Vaz me ligou falando da satisfação dele em buscar construir esse projeto e estamos discutindo. Estou discutindo com outras forças políticas para tomar a minha decisão, que devo tomar entre amanhã (hoje) e depois (amanhã). Se for o caso, ajudar a liderar esse movimento em defesa desses valores que fiz referência.

DK: O martelo então será batido nos próximos dias?

JE: Será tomada (hoje, 29) amanhã ou depois (amanhã, 30), mesmo porque nós temos um calendário eleitoral que implica no sentido de filiação até o final desta semana. Vou tomar essa decisão, estou conversando tanto com amigos do PSDB, tenho uma relação muito grande com o PSDB de Goiás. Tenho uma divergência em relação ao PSDB nacional, mas também tenho muitos amigos lá. Tenho conversado com lideranças do PT, do PSB, dialogando com outros segmentos da sociedade. Ouvindo a todos, se essa é a visão que as pessoas entendem que seja importante da contribuição nossa para o estado de Goiás e no Brasil, mas me deixou muito sensibilizado o gesto do vice-presidente Alckmin no sentido de buscar construir essa agenda aqui em Goiás nos convidando para integrar esse projeto, muito honrado e feliz com o gesto dele para conosco.

DK: Qual será o maior desafio nesse sentido?

JE: É preciso buscar uma reconciliação nacional. Dentro desse cenário eu vejo com muita clareza que a candidatura do ex-presidente Lula, agora tendo como vice, o ex-governador de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin passa justamente a mensagem de que você tem a capacidade de dialogar e construir uma agenda que implique na solução de problemas que são importantes para o dia-a-dia das pessoas e mais do que isso, na busca de uma agenda política que reflita respeito, tolerância e a compreensão que o mundo é diverso, que as pessoas tem prioridades na vida mas acima de tudo um olhar para as pessoas mais simples. A agenda de inclusão social, as pessoas não suportam mais um governo cuja responsabilidade fiscal é muito baixa enquanto a inflação bate recordes penalizando quem mais precisa. 

 Nesse contexto, eu acho que a candidatura do ex-presidente Lula vem justamente dentro desse cenário de pacificação nacional e de reconstrução numa agenda de desenvolvimento calçada na solidariedade, na inclusão social e no desenvolvimento sustentável do pais.

DK: E nesse sentido já teve conversas com o PT aqui de Goiás para avançar na construção dessas alianças?

JE: Eu já tenho dito a muito tempo que defendo a frente ampla dentro desse segmento com essas balizas que fiz referência. É claro que a partir deste convite feito pelo Geraldo, ratificado com muita alegria pelo Elias Vaz aqui, nos mostra que nós temos um caminho a percorrer. É claro que precisamos dar unidade a todas as forças. Vou trabalhar com o PT também, que é importante a partir do candidato à presidência da República. Precisamos de uma agenda comum, sabendo que temos a candidatura do Wolmir Amado que está posta.

Temos que construir um projeto que possa ampliar e dar maior reverberação pelas teses que são defendidas tanto por Lula como por Alckmin que eu acho que é muito importante essa construção. É nossa responsabilidade perante ao Brasil e é nesse sentido que vamos buscar ter diálogo com outras forças partidárias para que elas venham somar a nós nesse esforço. Eu digo sempre: essa eleição importantíssima. É a eleição entre aqueles que defendem a inclusão social e políticas voltadas para defesa dos mais simples e aqueles que defendem políticas voltadas aos grandes empresários, a manutenção do status quo. É entre aqueles que defendem a democracia, o respeito e a tolerância e aqueles que defendem um viés autoritário, defendem teses como o AI-5, defendem os mais absurdos deslizes em relação à diversidade, as pessoas com suas decisões pessoais.

Entre aqueles que defendem uma relação internacional soberana, altiva e respeitosa e aqueles que preferem ser párias no cenário internacional. Eu acho que essa é a agenda e o desafio que vai se apresentar a todos os brasileiros e goianos nas eleições de 2022.

DK: O senhor foi vice por duas vezes, ocupou o Palácio das Esmeraldas durante 2018. Já tem uma vida pública-partidária extensa. E existe a possibilidade de encabeçar uma chapa ao Governo?

JE: Eu não descarto essa possibilidade. Se for preciso, não tenho dificuldade nenhuma em ser candidato. Em levantar as teses e defender esse ideário que fiz referência. Defender a candidatura do presidente Lula e do governador Alckimin para presidente e vice-presidente. Agora, não estou indo para ser candidato. Estou indo para ajudar a construir um projeto que represente a unidade para esse campo, que represente a defesa das teses e a ampliação da frente ampla. Agora, se o PT e o PSB entenderem que é

importante a nossa participação como candidato, não terei dificuldade nenhuma em enfrentar esse desafio e levar nossa mensagem e as ideias a todos os goianos, afinal de contas entendo a participação e contribuição dentro desse campo democrático.

DK: Como vê os acenos do prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha ao presidente da República Jair Bolsonaro. Quando ele começou a pavimentar a candidatura teve conversas com o PSB… Ele terá de reconfigurar a rota dele, agora que Bolsonaro decidiu apoiar o deputado federal Major Vitor Hugo. Acredita que as portas de outros partidos à centro-esquerda estariam abertas?

JE: Seria inclusive incoerência nós descartamos a participação de qualquer liderança política do estado de Goiás. 

O Gustavo é uma liderança política e se viesse somar a nós dentro desse espírito, dessa construção, na defesa clara e explicita desse projeto democrático liderado nacionalmente pelo presidente Lula e por Geraldo Alckmin e construindo aqui em Goiás essa tese, nós não podemos excluir nem ele nem nenhuma outra liderança. É claro que todas as sinalizações e gestos que ele tem feito nos últimos dias, é de busca por outra visão política, então, nesse sentido temos de respeitar a decisão de cada um. Podemos divergir mas é importante respeitar a visão de mundo de cada cidadão. Ele me parece que escolheu seu caminho político dentro desse segmento da direita mais radicalizada, mais a centro-direita. Esse é um diálogo que por enquanto, a não ser que ele reveja a posição dele, eu acho que esse diálogo não tem consistência. Volto a repetir: eu acho que é importante ter a capacidade de dialogar com todos para construir a frente e o movimento mais amplo possível.

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