O coronel Marcelo Câmara, ex-auxiliar de Jair Bolsonaro preso nesta quinta-feira (8/2) pela Polícia Federal, levou o hacker Walter Delgatti ao Ministério da Defesa a pedido do ex-presidente, segundo depoimento de Delgatti à CPMI do 8 de Janeiro. O objetivo de Bolsonaro e seu entorno era fragilizar a imagem das urnas eletrônicas.

Câmara foi preso mais cedo pela Polícia Federal, assim como Filipe Martins, ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência e integrante do chamado “gabinete de ódio” do governo Bolsonaro. A operação também mira o ex-presidente e ex-ministros do governo.

Autorizada pelo STF, a Operação Tempus Veritatis apura uma suposta organização criminosa que atuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito para obter vantagem de natureza política com a manutenção de Bolsonaro no poder, antes e após a eleição presidencial.

Em agosto do ano passado, o hacker Walter Delgatti disse à CPMI do 8 de Janeiro que se reuniu com Bolsonaro e auxiliares, como Câmara, no Palácio da Alvorada antes da eleição de 2022. Segundo Delgatti, o coronel Marcelo Câmara o levou ao Ministério da Defesa a pedido de Bolsonaro. Delgatti também disse que Bolsonaro lhe ofereceu um indulto para invadir urnas eletrônicas e assumir um suposto grampo telefônico do ministro Alexandre de Moraes.

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