Contemplados com o benefício denunciam o descaso da prefeitura e o não cumprimento de etapas do programa.

A casa própria é o sonho da maioria dos brasileiros. Num país marcado por um grande déficit habitacional, a intervenção do Estado por meio das três esferas: municipal, estadual e a União é fundamental para garantir dignidade às famílias, que lutam para realizar o sonho da casa própria.

Porém em alguns casos o desejo da residência acaba se tornando um verdadeiro pesadelo, desencadeando angústias, apreensão e ansiedade nas pessoas. Essa é a situação vivida pelas famílias supostamente contempladas com os primeiros lotes do programa da prefeitura de Anápolis “Meu Lote, Minha História”.

Para entender o assunto:

Promessa de campanha do então candidato à reeleição Roberto Naves e Siqueira, o programa ficou esquecido durante os primeiros anos do governo municipal, após a reeleição em 2020. Com a aproximação das eleições de 2022, quando a primeira-dama do município, Vivian Naves, foi alçada a condição de candidata à deputada estadual, o prefeito e marido desengavetou o projeto para turbinar a campanha da candidata. Ação que deu certo, pois Vivian Naves foi eleita, obtendo boa parte dos votos no munícipio goiano, conhecido pela existência de inúmeras indústrias do ramo farmacêutico e também universidades.

No entanto desde o início o programa “Meu Lote, Minha História” tem enfrentado problemas. As suspeitas de irregularidades motivaram o Ministério Público, por meio do promotor Lucas César Costa Ferreira, da 15ª Promotoria de Justiça de Anápolis, ainda em janeiro de 2023, a pedir a suspensão da iniciativa. Supostamente sanados os problemas a gestão Navista realizou o sorteio dos lotes ao primeiro grupo, nomeado de grupo A.

Do sonho ao pesadelo

Segundo denúncias, apresentadas por pessoas do grupo A e apuradas pela redação do portal, a prefeitura municipal vem descumprindo as promessas feitas para os contemplados na primeira parte do programa. De acordo com uma pessoa, que prefere não se identificar, os sorteados sequer sabem onde ficam os lotes, que a eles foram destinados “Eles não fizeram a demarcação dos lotes, assim nós não temos nem noção onde sejam os lotes.”, denuncia a pessoa ouvida pela reportagem. De acordo com ela, o que tem causado a apreensão nas famílias é que a gestão municipal deu o prazo de 12 meses para o início da construção sob pena de perda do direito ao terreno. “Nos prometeram um subsídio de R$ 45 mil reais, mais R$ 10 mil da prefeitura, mas até agora nada.” desabafa a pessoa contemplada.

Nossa reportagem procurou a prefeitura, nos canais disponíveis, porém até o fechamento da matéria não houve respostas. (Continua).

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